7 (Pré)Conceito


Não tem saída. No fundo eu, tu, ele, nós, vós e eles, temos preconceito! Por mais confiante que a pessoa seja e convicta de que não julga ninguém, no fundo ela tem, no fundo ela julga. Ah não? E aquela pessoa que olha pra um deficiente físico e pensa “Coitadinho dele...”? Coitadinho? Cara, ele é uma pessoa comum como qualquer outra, que ri, chora, fala besteira, erra, namora, beija na boca, faz sexo... A diferença é que ele vai fazer tudo isso de um jeito diferente do da maioria das pessoas, mas mesmo assim isso não quer dizer nada, porque do jeito dele, ele vai fazer!
Legal são aquelas situações que a pessoa tem que descrever uma outra, por exemplo: - Ah, lembra daquele menino? – Que menino? – Aquele pretinho, magrinho...
E é assim mesmo, no diminutivo né. Se o menino fosse branco, com certeza essa não seria a primeira característica mencionada! É uma coisa sobrenatural a pessoa ser negra né... Como se a maior parte da população mundial fosse branca... Aham, sei.
         E quando a mulher é feia, ela é negra, preta, escurinha. Se a mulher é bonita, é mulata ou morena... HAHAHAHAHA, que eu saiba não existe a cor ‘morena’ nem ‘mulata’. Pior que isso só o ‘morena da cor de jambo’!
         Se a garota usa uma roupa mais ousada, ela é piranha. Se o cara tem tatuagem, ele é estranho. Se tem milhares de piercings, é de outro mundo. Se tem um estilo diferente, é tachado de um monte de coisas. Esses são tratados e olhados como verdadeiros ETs, enquanto também são pessoas normais como todo mundo.
         A verdade é que a primeira coisa que as pessoas olham é a aparência, se esta agradar, aí sim eles “pensam” em conhecer. Mas quando já se julga pela aparência, é o fim. As pessoas não dão a chance de conhecer a outra de verdade, porque antes de tudo, colocam na cabeça que “a outra” não é como gente comum. Coisa ridícula né...
Assumo que já julguei e julgo muito sim ainda. Mas também aprendi muito com uma situação que vivi, e aí sim percebi que essas pessoas “diferentes” que dizem, podem, na verdade, mudar muita coisa na sua vida e te fazer ter visões completamente diferentes.
         Ah, já ia me esquecendo... e o Restart hein... isso que me incomoda e me irrita tanto neles é preconceito? Se for, realmente sou muito preconceituosa então. Mas com certeza é, porque querendo ou não a gente tá julgando os caras, porque eles usam roupas ridiculamente coloridas, cantam um tal de ‘Happy Rock’ (ô viadagem...), são uns caras moldados e não eles mesmos... Só por isso. Mas mesmo assim, não mudo minha opinião nesse aspecto. Acho que esse é o único preconceito saudável que visa a salvação da humanidade... Sério.

7 comentário(s):

Natalyy disse...

PURA VERDADE! adorei

VicciVic disse...

rs verdade, muito bom o blog

- tati - disse...

Muito legal cara... Eu assumo q tenho preconceito, não só com o Restart mas com todas essas bandinhas similares. Tenho alguns preconceitos sim, mas concordo com vc, tem certas coisas q não dá, eu meio q to defendendo o meu intelecto. rsrs

Larissa disse...

Que isso Dé...adorei seu texto!!! Muito bom de verdade. Legal você abordar assuntos que muitos nem perderiam tempo pensando, a ignorância é um mal da sociedade.
=)
Bjooo

Dé. disse...

Obrigada gente ! espero que continuem lendo... =) beijos!

p, beck. disse...

- haha, dei um sorriso de confirmação em cada frase. e quando cheguei na parte do Restart, dei uma gargalhada mesmo HAHAH
parabéns, adorei o assunto abordado.

Lissa disse...

Pré-conceito: uma opinião pré-concebida. A maioria dos nossos preconceitos foram/são construídos historicamente. Em relação aos negros(as) mais ainda, pois a escravidão agravou conceitos errôneos a respeito desses(as)... Enfim, esse papo gera polêmica e pode ser muito mais aprofundado, estudado, discutido... Porém, não cabe fazê-lo apenas em um comentário nesse blog. Pretendo somente contribuir um pouco mais a termo de breve reflexão: Como contribuir significativamente para a erradicação, ou diminuição considerável de preconceitos, tendo em vista a efemeridade de nossa existência na Terra e sabendo que o tempo em que os processos históricos acontecem é muitíssimo maior (lembrando que grande parte dos nossos preconceitos foi/é historicamente construída)?
Larissa Gama (UFRRJ)

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